22/10/2009 22:53
Palavras são de Ernesto Nogueira, a despeito do corre-corre do prefeito londrinense para não perder a empresa
Ernesto Nogueira foi o principa articulador da vinda do Grupo Selmi para Rolândia Uma matéria publicada na Folha de Londrina na terça-feira 20, deixou muitos rolandenses preocupados com relação à vinda do Grupo Selmi para Rolândia. A reportagem mostrava a tentativa do prefeito de Londrina, Barbosa Neto, e de sua equipe para tentar reverter a situação – já que possivelmente a fábrica de macarrão Galo, que pertence ao grupo, poderia ser fechada. Aí, adeus aos mais de 300 empregos daquela cidade.
Procurado pela reportagem do Jornal de Rolândia, o secretário municipal de Desenvolvimento, Ernesto Nogueira, principal articulador da vinda da Selmi para nossa cidade, fez questão de ressaltar a empresa realmente vem para Rolândia. “Faltam apenas detalhes para a aquisição do terreno e aí tudo estará tudo bem para se iniciarem as obras da empresa”, explicou Nogueira.
O terreno em questão é no Parque Industrial Barra Grande, em frente à Impacto Asfalto, na saída para... Londrina. “Esse terreno custará entre 4,5 e 5 milhões de reais e o dinheiro virá do Governo Estadual, em um financiamento para Rolândia”, revelou o secretário, que acredita que a partir de fevereiro, no máximo, a Selmi começa a construir sua fábrica aqui.
Sobre a movimentação do prefeito londrinense, Nogueira disse que não se surpreendeu que, se a situação fosse oposta, ele e o prefeito Johnny estariam fazendo o mesmo para não perder uma empresa desse porte. “A unidade da Selmi, que faz o macarrão Galo, está em Londrina desde a década de 60. Por isso entendo o prefeito Barbosa”, complementou.
Nogueira credita a preferência da Selmi por Rolândia a uma série de fatores, entre eles a logística. “Eles estarão perto da linha férrea, próximos a um aeroporto (de Londrina) e em um entroncamento de rodovias que pode levar para o Sul do País, São Paulo, Mato Grosso. É um diferencial que pesou muito na decisão de Ricardo Selmi, presidente da empresa”, resumiu. Ele destaca, ainda, a confiança e a liberdade dadas por Johnny Lehmann ao seu trabalho. “Chegamos primeiro, falamos antes com o Ricardo, fomos duas vezes a Sumaré-SP. Sabíamos que havia mais sete cidades acenando para a Selmi e fizemos a nossa parte, meses antes de todos”, comemora.
O Grupo Selmi deve investir 60 milhões de reais em sua nova fábrica – apenas uma máquina importada da Itália custou 10 milhões. A empresa deve gerar 500 empregos diretos nos dois primeiros anos e, se tudo correr bem, esse número chegará a 1000 em cinco anos. “A Selmi tem compromisso total com Rolândia e vice-versa”, sentenciou Nogueira.
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