14/03/2010 16:01
Promotoria de Rolândia pede fiscalização do 15º BPM aos carros com som alto
Som alto leva muitos rolandenses ao desespero O promotor de Rolândia, Hideraldo José Real, enviou um ofício ao 15º Batalhão de Polícia Militar do município pedindo providências sobre uma prática que está se tornando moda entre jovens, principalmente de classe média e alta: escutar música com o som do carro no último volume. “Geralmente, essas pessoas param em um local e ficam ouvindo a música em volumes altíssimos, o que incomoda, é claro, muita gente”, justificou o promotor.
No ofício, enviado no final de janeiro, Hideraldo pede que os policiais verifiquem as denúncias, anônimas ou não, e façam uma fiscalização mais apurada. “Se for verificada a infração, os policiais devem apreender os equipamentos e fazer o encaminhamento do procedimento ao Juizado Especial Criminal”, ressaltou.
Segundo o capitão Quinelato, relações-públicas do Batalhão, os policiais já estão cientes do problema. “Eles foram orientados a abordar e, em um primeiro momento, orientar os motoristas para coibir tal ação. Se o motorista for abordado novamente pelo mesmo delito, serão aplicadas as punições cabíveis, conforme o código de trânsito”, explicou Quinelato.
O capitão informou ainda que o BPM irá se reunir com o Ministério Público para traçar um plano de ação para se ter um melhor resultado. “Para esse tipo delito – perturbação de sossego – trabalhamos em conjunto com a Polícia Florestal de Londrina. Devemos em breve organizar uma ação com essa polícia”, afirmou.
Denúncias e multas
Quem se sentir perturbado por esses “trios elétricos” deve ligar para o 190. “O denunciante, que não precisa se identificar, deve anotar as características do veículo e, se possível o número da placa. Dessa maneira, os policiais já saberão que tal veículo costuma praticar o delito e ele será mais visado e, provavelmente, será abordado”, finalizou Quinelato.
O sargento Vanderley, do setor de trânsito de Rolândia, relatou que tanto o veículo quanto o equipamento poderão ser apreendidos pelos policiais. “Além disso, será feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência e enviado ao Fórum e o condutor do veículo levará uma multa de R$ 85”, afirmou o sargento. Se a Polícia Florestal for chamada e ficar comprovado que o volume do som estava mais alto do que o permitido, o delito muda para crime ambiental e a multa pode chegar a R$ 5 mil.
Outro detalhe importante, que merece ser lembrado, é que não existe a lei das 22 horas – um mito criado pelo senso comum. A pertur-bação de sossego pode ocorrer a qualquer hora do dia e da noite. Quem se sentir incomodado não precisa se mudar, basta ligar para a polícia.

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