29/01/2010 10:04
Dinheiro é apenas primeira parte de recursos que virão para normalizar o capital de giro da cooperativa
Eliseu de Paula em frente ao moinho de trigo do Corol, obra que também contou com investimentos do BRDE A agência de Curitiba do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) vai liberar, já em de fevereiro, recursos de R$ 10 milhões para a Corol - Cooperativa Agroindustrial. Os recursos são da Linha PROCAP - Agro, do BNDES, destinados à promoção do fortalecimento da estrutura patrimonial das cooperativas de produção agropecuária, incluindo suas agroindústrias.
Segundo o presidente da Corol, Eliseu de Paula, a liberação desta quantia será importante, pois ajudará a recompor o capital de giro da cooperativa. “Esse dinheiro que está entrando do BRDE é apenas uma parte de um compromisso firmado pelo banco com a Corol e que irá normalizar nosso capital de giro”, esclareceu Eliseu. O presidente revelou ainda que o total do dinheiro que vem do BRDE é de R$ 30 milhões. “O Banco Regional de Desenvolvimento deve liberar os outros 20 milhões também no mês que vem, pois isso já foi acordado ”, garantiu Eliseu. O presidente da Corol ressaltou que esses recursos podem ser pagos em seis anos, com carência de mais dois, com juros de 6,75% ao ano.
Banco parceiro
O investimento do BRDE mostra a confiança da instituição na cooperativa de Rolândia. “Eles já haviam investido R$ 20 milhões na construção do nosso moinho de trigo e agora liberarão mais R$ 30 milhões. É um de nossos maiores parceiros no mercado”, avaliou Eliseu. O moinho trigo da Corol, um cartão de visita para quem vem de Arapongas, foi inaugurado em outubro e já processa mais de 200 toneladas do grão por dia. “Nossa capacidade é de 400 ton/dia, creio que alcançaremos esses números em dois, três meses”, previu o presidente.
Segundo o presidente do BRDE, Airton Carlos Pissetti, os recursos serão utilizados dentro do processo de fortalecimento da cooperativa, inclusive com a formação de parcerias com cooperativas vizinhas. A Corol atua em café, suco de laranja, trigo e usina de açúcar e álcool, possuindo aproximadamente oito mil cooperados, com um faturamento de R$ 800 milhões. A cooperativa também industrializa suco de laranja e de uva, tem torrefação de café e fábrica de ração. Mas o recebimento e comerciali-zação de grãos ainda são a principal fonte de receita da entidade.
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