30/01/2010 14:10
Lucas, de 3,6 anos, foi internado no dia 12 de novembro de 2006 em um hospital; para alegria dos pais, ele saiu na sexta 22 de janeiro deste ano
Adilson e Andreza estão felizes da vida com a volta de Lucas para casa “Uma obra maravilhosa de Deus em nossas vidas”. Assim Adelita define seu sobrinho e afilhado Lucas Borges Morandi, que foi internado em 12 de novembro de 2006, então com quatro meses de vida, e saiu na sexta-feira 22 de janeiro deste, ou seja, três anos, dois meses e dez dias depois.
“Foi uma vitória da perseverança e da vida, mas, sobretudo, foi uma vitória do Lucas”, resumiu o pai Adilson, de 29 anos. A criança foi desenganada e foi dito a seus pais que ela não tinha mais que 48 horas de vida na primeira vez que foi internada, com 40 dias de vida. Hoje, Lucas ri e não para nos braços da vó, da tia ou dos pais – provou que o médico estava errado. Graças a Deus.
Histórico
Adilson e Andreza se casaram em setembro de 2002 e começaram a planejar seu primeiro filho em 2005 – ano em que conseguiram engravidar. “Foram feitos todos os exames e o pré-natal – tudo normal. Quando estava com 38 semanas, um exame diagnosticou pré-eclampsia. Fizemos a cesárea imediatamente”, lembra Andreza.
Mãe e filho voltaram para casa e tudo ia bem até que, quando Lucas tinha 40 dias, ele se engasgou com o leite materno. “Ele tinha acabado de mamar e ia colocá-lo no berço quando ficou engasgado”, relembra a mãe. Eles correram ao Hospital São Rafael, onde Lucas foi entubado e levado para o Hospital Infantil em Londrina. “Ele ficou 26 dias internado entre quarto e UTI. Voltou para casa e ficou por dez dias. Aí, ele teve o que os médicos chamam de cianose – respiração lenta e pele azulada. Nós o levamos imediatamente a Londrina novamente”, conclui a mãe.
“Eu fiz o percurso de minha casa (na Vila Oliveira) até o Hospital Infantil (ao lado do Moringão) em 12 minutos apenas na madrugada”, conta Adilson. Novamente entubado, Lucas ficou duas semanas no hospital e voltou para casa por 26 dias. “Tivemos que levá-lo nova-mente para o Hospital Infantil para ser internado. Desta vez ele ficou por mais de 3 anos lá”, recorda.
Durante dois anos, Andreza, mãe de Lucas, foi todos os dias para Londrina ver o filho. “Eu ia de manhã de ônibus e voltava perto da noite”, lembra. Com a gripe A, os médicos de Lucas recomendaram que se passasse ir de caro, para evitar o ônibus cheio – isso aumentou ainda mais o gasto da família.
Intrigados com os problemas de Lucas, os pais fizeram uma bateria de exames que revelou que a criança teve uma parada respiratória no útero da mãe, o que provocou uma lesão na parte do cérebro responsável pela respiração. “Tenho certeza que essa lesão já está curada hoje e é por isso que Lucas está em casa”, comemora a tia-madrinha Adelita.
Para ficar em casa, Lucas precisa de alguns cuidados extras. “Ele toma três medicamentos diariamente e tem no quarto um cilindro de O2 e um concentrador de oxigênio – para serem usados em emergência – o que não foi preciso até hoje, graças a Deus”, reforça a vó do menino, Dona Valdeni. É importante lembrar que esses aparelhos foram conseguidos pela secretária de saúde de Rolândia, Tânia Aroceno, sensibilizada pela história de Lucas.
Gastos e ajuda
Por ter ficado muito tempo no hospital, Lucas começa agora a se desenvolver e tem mais estímulos externos. “Ele não para quieto mais, assiste à TV e filmes. Fica se mexendo”, revela a avó. Um exame mais detalhado será feito dentro de um mês para se apurar se o menino terá alguma sequela da doença. Os pais e familiares acreditam que não. Enquanto isso, Lucas toma três remédios – um deles doado pela prefeitura de Rolândia. “Ganhamos o topiramato por três meses e temos comprado o Losec Mups, que custa mais de R$ 90 reais a caixa”, diz o pai.
Além disso, Lucas, apesar de se alimentar normalmente, ainda tem de tomar leite - o Aptamil 2 - via gastrointestinal, pois esse alimento não pode ir direto ao estômago. “Lucas também usa fraldas para bebês acima de 12 quilos”, conta a mãe. Quem quiser ajudar com o que puder – dinheiro, remédios, fraldas, leite, pode entrar em contato com Andreza, mãe de Lucas, pelo fone (43) 3256-0880. A família faz questão de agradecer a todos pelas orações.

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