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Jornal de Rolandia

Delegado ouve testemunhas do caso do vereador em Rolândia

13/06/2010 22:10

Além de ouvir novamente Roberto Porto, Pedro Lucena ouviu sub-prefeito e um dos jovens que estava com Wesley

Colaboração - O vereador entregou a foice aos policiais Colaboração - O vereador entregou a foice aos policiais

O delegado de Rolândia, Pedro Lucena, ouviu na semana passada mais testemunhas do caso da morte de Wesley Rafael Naves do Nascimento, de 22 anos, morador de São Martinho. Na terça-feira 08, o vereador Roberto Porto (PMDB) foi novamente ouvido pelo delegado. No mesmo dia, o subprefeito de São Martinho, Marco Antonio de Jesus, também prestou depoimento. Na quarta-feira 09, foi a vez do jovem conhecido como Parmalat falar com o delegado – ele estava com Wesley na noite em a vítima foi espancada.

Roberto de Souza Porto reafirmou sua versão. Ele disse ao delegado que sua mulher ligou quando ele estava na sessão da Câmara. “A luz na casa do vereador acabou e como a esposa viu que na vizinha havia energia, intuiu que alguém tinha desligado o relógio para entrar na casa”, relatou Pedro Lucena. Porto disse que quando chegou viu três ou quatro pessoas em frente a sua casa e foi tirar satisfações. Como foi confrontado, correu até sua caminhonete e pegou uma foice e desferiu um golpe na bicicleta de um deles. O vereador disse ainda que depois chegaram várias pessoas e que se instalou uma confusão generalizada.

Marco Antonio disse ao delegado que saiu em defesa do vereador quando viu a confusão e que usou um pedaço de pau, mas não sabe quem desferiu o golpe contra Wesley. No depoimento de Parmalat, o rapaz de 18 anos disse que ele, Wesley e mais dois – que são menores – estavam sentados próximos à capela mortuária quando foram agredidos pelo vereador e pelo subprefeito.

O delegado Pedro Lucena informou ao Jornal de Rolândia que irá pedir um perito para a reconstituição do crime, pois “há muitos fatos divergentes”. O autor do crime pode ser acusado de lesões corporais dolosas seguidas de morte, de homicídio simples ou, até mesmo, de homicídio qualificado.




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