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Jornal de Rolandia

Dívida de R$500 mi trava fusão entre Cocamar e Corol em Rolândia

16/06/2011 09:49

Sede da Corol em Rolândia. Diretoria garante que está tentando pagar dívida para viabilizar a união Sede da Corol em Rolândia. Diretoria garante que está tentando pagar dívida para viabilizar a união

Iniciado há cercda de 1 ano, o processo que visa à união da Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar) com a Corol Cooperativa Agroindustrial depende da finalização das negociações que a cooperativa de Rolândia iniciou com seus credores, principalmente as instituições financeiras. A dívida hoje passa de R$ 500 milhões.

Desde junho do ano passado que não há avanços na proposta de fusão. O estágio das negociações das pendências da Corol deverá fazer parte da pauta da assembleia geral que a cooperativa realizará no próximo dia 28.

"Somente depois de fazer a comunicação aos associados é que o presidente deverá falar à imprensa", disse ontem um representante da diretoria.

"A diretoria não está parada. Ela está lutando para negociar as dívidas a fim de viabilizar a união com a Cocamar, que já vimos que será boa para as duas cooperativas e para nossos associados."

A possível união com a Cocamar foi vista como salvação pelos diretores e associados da Corol, que 1 ano atrás, após tornar público que a cooperativa vivia uma crise financeira de difícil saída, fizeram a proposta à Cocamar, considerada uma cooperativa com estrutura sólida e situação financeira equilibrada.

Em Assembleia Geral Extraordinária, os associados da Cocamar aprovaram a realização de estudos sobre as vantagens e desvantagens da união.

Para a realização dos estudos, a Cocamar contratou uma equipe especializada de São Paulo, sob a chefia do consultor Valdemir Campelo, que ganhou conceito internacional ao auxiliar cooperativas em várias partes do mundo.

Ele foi um dos responsáveis pelo diagnóstico que possibilitou a reestruturação da Cocamar quando a cooperativa passou por dificuldades. Ao ser concluído, o estudo apresentou um diagnóstico da situação da Corol e, para que se pudesse avançar nesse assunto, a Cocamar pediu então aos diretores da cooperativa de Rolândia a reestruturação do endividamento junto aos credores. Segundo informou ontem a cooperativa por meio de sua assessoria de imprensa, o processo ainda está em andamento.

A diretoria da Cocamar já deixou claro que, embora está disposta a uma parceria, não tem interesse na usina de açúcar e álcool da Corol, que está fechada.

Em julho de 2010, para não deixar os cerca de 4 mil associados da Corol desassistidos, a Cocamar firmou um contrato de arrendamento de 24 unidades operacionais da Corol, localizadas em municípios do norte do Paraná.

Assim, os produtores continuaram tendo um local para a entrega de suas safras de soja, milho, trigo e café, assistência técnica às lavouras e venda de insumos agropecuários.

História

Cocamar e Corol foram fundadas no mesmo ano, em1963. A maringaense para unir produtores de café e a de Rolândia a partir da instalação de uma usina de açúcar.

Depois que a Corol entrou também no ramo de café e a Cocamar expandiu para outras áreas, as duas viveram dias de glória e depois amargaram crises financeiras devido à captação de dinheiro nos bancos.

Com a ajuda de consultores, a Cocamar superou suas dificuldades, mas a Corol enfrentou novos problemas, colocou sua usina de álcool e açúcar à venda e hoje conta com uma dívida bancária de R$ 400 milhões.

fonte: odiario.com


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