19/04/2010 18:45
Na quinta-feira 15, um dia após a eleição do novo presidente da Associação, Marco Aurélio conversou com o Jornal de Rolândia.
Marco Aurélio de Marco, 38 anos, assumiu a presidência da ACIR no dia 02 de maio de 2008 . Qual a principal diferença entre a ACIR de 2008 e a Associação que o senhor passa para o sr. João Mungo?
A ACIR vem passando ao longo dos anos por sucessivas boas gestões. A cada período a diretoria que assume procura dar continuidade nos projetos já implantados e ao mesmo tempo desenvolver novos projetos para o benefício da classe empresarial. Nossa gestão não foi diferente. Procuramos assegurar os projetos existentes e da mesma forma implantar outras atividades que se apresentaram e, neste sentido, vamos passar a gestão adiante com o mesmo dinamismo e vigor com que recebemos.
Como o senhor vê esses dois anos como presidente da ACIR?
Eu não posso deixar de registrar a honra que foi comandar esta entidade quase cinqüentenária por este período. Uma experiência marcante e muito desafiadora. Cada ação que desenvolvemos foi realizada com extremo zelo e respeito em nome da tradição e da credibilidade da ACIR. No que se refere às ações voltadas para dentro da entidade procuramos melhor o ambiente interno da entidade, a relação de nossos funcionários com os as-sociados, desenvolvemos novas funções para aproximar mais a entidade de seus associados. No aspecto externo buscamos desenvolver uma política de ação junto às entidades empresariais como FACIAP, SEBRAE, SESC, SENAC e FIEP no sentido de conquistarmos espaço e recursos que possam se reverter em benefícios para nossos associados.
Quais foram as prioridades de sua gestão?
Nossa principal marca e o legado que deixamos é, sem nenhuma dúvida, o incentivo a capacitação de empre-sários e trabalhadores. Oferecemos inúmeras palestras, cursos, seminários, consultorias, enfim uma vasta quantidade de ações procu-rando difundir a importância da atualização e da capacitação profis-sional. Ouso a dizer que implantamos um grande e verdadeiro movimento pela educação empreendedora no município.
Quais os serviços que foram agregados em seu mandato?
Neste período ressalto os seguintes serviços que agregamos: A implantação do Call Center para consultas ao SCPC 24 horas por dia, o desenvolvimento do site da ACIR, o convênio com o Tribunal de Justiça do Paraná com a disponibilização de recursos materiais e humanos para o atendimento de nossos associados junto ao Fórum local nas questões referentes ao Juizado Especial Cível, as campanhas de prêmios onde entregamos 2 veículos 0km, 02 motos 0km entre outros prêmios. Também distribuímos quase R$ 25.000,00 em vales compras que se reverteram em vendas adicionais ao nosso comércio. Destaco a incorporação de duas novas promoções anuais ao nosso comércio com realização da Rolândia Liquida edição verão e edição inverno. Criamos um departamento comercial dentro da associação que passou a comercializar e divulgar nossos serviços e promoções. Para finalizar ressalto a instalação do Ponto de Atendimento do SEBRAE e nossa importante participação na atração das entidades pertencentes à estrutura da FIEP – Colégio SESI já implantado – e Escola SENAI a ser implantada no próximo ano.
E como o senhor enxerga essa aproximação com o Sebrae?
Foi uma estratégia muito bem sucedida a política que desenvolvemos em relação ao SEBRAE. Nós desde o início da nossa gestão procuramos esta entidade e deixamos claro nosso desejo em receber os serviços oferecidos aos empreendedores aqui mesmo no nosso município e após um longo processo conseguimos, com louvor, o direito de implantarmos o Ponto de Atendimento do SEBRAE.
Quais foram os principais benefícios de termos um ponto de atendimento em Rolândia?
Os benefícios serão percebidos ao longo dos anos com a maior durabilidade e uma maior qualidade nos empreendimentos que vierem a ser implantados no município e, ainda, poderá propiciar aos empresários já estabelecidos o acesso aos serviços e a tecnologia ofertada por esta instituição fantástica que é o SEBRAE.
Quantas empresas eram associadas em 2008 e quantas são agora em 2010? Houve crescimento? O que provocou esse aumento?
Quando assumimos a entidade o quadro era composto por 360 associados. Neste momento o quadro está com 510 associados. Portanto houve um crescimento bastante significativo provocado pela credibi-lidade, arrojo, ousadia e o trabalho incansável de várias pessoas que, voluntariamente, estão emprestando o seu tempo, a sua crença e a sua fé na certeza de que é possível construirmos uma cidade melhor para o desenvolvimento dos interesses da classe empresarial e, ainda, que muitas outras pessoas estão acreditando neste trabalho e se somando a estes esforços. Não existe nenhuma fórmula mágica para este crescimento do quadro associativo. Apenas a união de esforços e de ideais e, com isto, todos ganham. Na matemática do nosso crescimento 1+1 sempre são mais do que dois.
E o lojista – associado ou não – sempre foi ouvido pela Associação em suas decisões?
Este foi um diferencial importante em nossa gestão. Designamos uma profissional – Pedrina Martins dos Reis – para realizar constantes visitas aos empresários para divulgar nossa entidade e os seus serviços e também para ouvirmos as reivindicações e os anseios dos empresários e isto tem sido fundamental para o êxito das atividades que desenvolvemos.
E a saúde financeira da Associação?
A ACIR tem todas as suas contas absolutamente em dia. Esta é uma preocupação constante da diretoria da entidade. Nossas receitas e despesas estão equilibradas assegurando a entidade manter os projetos implantados e também permitindo a realização de novas ações.
O senhor continua na ACIR na próxima gestão?
Além do desejo de continuar servindo a ACIR, tenho um compromisso pessoal com o presidente eleito João Mungo em permanecer atuando ativamente nos assuntos de interesses da entidade, e desta maneira, estarei a disposição para seguir o trabalho pelo fortalecimento de nossa associação, da maneira que o João Mungo determinar.
Qual a função do conselho de ex-presidentes, recentemente criado pela ACIR no dia 10 de abril?
Realmente este foi o principal motivo da Assembléia Geral Extraordinária realizada naquela data. Além da atualização do Estatuto criamos o Conselho Superior da entidade. Este conselho será formado por todos os ex-presidentes da ACIR que ainda mantenham a condição de associados da entidade. A missão deste conselho será zelar pela manutenção dos pilares que formam o patrimônio moral da entidade construído ao longo destes 47 anos de existência, que entre outros pontos, destaco: a sua independência política, o trabalho voluntário de seus dirigentes, a impossibilidade de reeleição de seu presidente por mandatos consecutivos e, principalmente, a manutenção de sua credibilidade junto aos associados e comunidade em geral. Assim este conselho será acionado sempre que um destes pilares encontrarem-se, de alguma maneira, ameaçados ou que a entidade esteja trilhando por caminhos alheios aos seus objetivos, sua missão e seus valores.
Para finalizar, o senhor gostaria de deixar uma mensagem aos empresáriosrolandenses?
Eu gostaria de aproveitar o espaço para agradecer a todos pela confiança no nosso trabalho, o apoio e a participação que recebemos nas atividades que realizamos. Toda a diretoria trabalhou bastante, com dedicação e zelo para que pudéssemos chegar ao final de nossa gestão e entregarmos uma entidade igual ou, se possível, melhor em relação à situação que encontramos quando assumimos e acreditamos ter atingido nossos objetivos e, ainda, desejamos ter agradado a maior parte de nossos associados e contribuído de alguma forma para a melhoria e o sucesso de nossos empresários.
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