16/06/2011 09:25
As quase 800 mil toneladas de cana produzidas por associados da Corol Cooperativa Agroindustrial foram liberadas para comercialização, em partes iguais, com a Usina Alto Alegre, Renuka Vale do Ivaí e Cooperativa Nova Produtiva. A colheita está atrasada, pois por força de contratos assinados em 2007 com a cooperativa, os produtores ficaram impedido
Usina da Corol funcionou até 2008. Cooperativa espera vender unidade por R$ 300 milhões e quitar dívidas Nesta safra, vários produtores tradicionais de cana preferiram outras culturas, sobretudo o milho safrinha e o trigo, de modo que menos de 240 plantaram cana na área de abrangência da Corol e com as dificuldades encontradas para comercializar o produtos eles próprios acham que nenhum voltará a plantar a próxima safra.
"Os que plantam somente cana não terão como continuar na atividade enquanto estivermos presos por esse contrato com uma cooperativa que nem tem mais usina, não paga os produtores e nem os libera no tempo certo para vender a outros compradores", disse um produtor que não quer ser identificado.
O agricultor Odair Favalli, que planta soja, milho e trigo e neste ano ainda plantou cerca de 400 hectares com cana, diz que a situação é "muito pior" do que parece.
"Não perdemos apenas por não conseguirmos vender a cana, pois muitos produtores tiveram que recorrer a financiamentos para plantar e ultimamente tiveram que renegociar esses financiamentos, reduzindo ainda mais a margem de lucro que teriam."
Favalli diz que a cooperativa de Rolândia acumulou uma dívida de cerca de R$ 3 milhões com ele, "isso sem levar em conta a valorização que a cana alcançou no mesmo período".
O produtor afirma ter poucas esperanças de receber, já que a Corol está em dificuldades financeiras que só têm aumentado a cada mês. "A proposta da cooperativa é nos pagar assim que conseguir vender sua usina, mas até agora ninguém se interessou em comprá-la."
A cooperativa reconhece a dívida com os agricultores e garante que vai quitá-la. De acordo com o vice-presidente da Corol, Antonio Sérgio de Oliveira, "a diretoria está empenhada em vender sua usina e com o dinheiro pagar os produtores de cana."
Além de pagar seus associados com a venda da usina, a cooperativa pretende sanear parte de suas dívidas para facilitar uma possível união com a Cocamar.
Ao colocar sua usina à venda, a Corol estipulou seu valor em R$ 330 milhões. Oliveira diz que já houve sondagem de várias empresas do setor sucroalcooleiro, mas cooperativa ainda não recebeu nenhuma proposta que a diretoria considere viável.
fonte: odiario.com22/05/2012 10:04h
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