27/08/2009 21:42
O mato cresce sem parar por terrenos em alguns dos bairros de Rolândia – as chuvas dos últimos dias ajudam mais ainda o crescimento. O problema é que os proprietários dessas datas não mandam limpá-las e elas servem de abrigo para insetos e animais peçonhentos, de esconderijo para marginais e, até, de lixeira para outros “cidadãos”.
Como a limpeza não é feita, o Poder Público - no caso a prefeitura – pode limpar o terreno e mandar a conta para o proprietário, nada mais justo. Mas para isso acontecer é necessário que haja uma comunicado ou que um funcionário da prefeitura passe por algum desses terrenos. “Aí fazemos uma anotação de todas as datas que estão com o mato exageradamente alto e mandamos uma notificação ao proprietário”, explicou Sérgio Tupan, secretário de Serviços Públicos de Rolândia.
A pessoa notificada tem, então, 15 dias para executar o serviço. Se não o fizer no prazo, uma empresa terceirizada limpa o terreno e depois a prefeitura envia a conta junto com o IPTU ao proprietário – com um preço mais “salgado”. Segundo a assessoria de Imprensa da Prefeitura, hoje são cobrados 40 centavos o metro quadrado, mas o setor de Fiscalização já tem um estudo para a criação de uma nova lei para equiparar esses valores aos cobrados em Londrina, ou seja, vai sair bem mais caro. Um aviso aos proprietários: fogo não é limpeza, fogo é crime ambiental e quem for pego ateando fogo em terrenos pode ser multado.
Limpezas em terrenos públicos
O colonião também cresce à vontade próximo ao fundo de vale que existe no Jardim Vale Verde. Há, pelo menos, três anos que o local não é limpo pela prefeitura. Waldiceu Verri, secretá-rio de Agricultura e Meio Ambiente, disse que nada foi feito ainda porque este ano foi complicado por causa das chuvas. “Temos dado mais prioridade a casos mais urgentes como árvores condenadas. Mas acredito que façamos a limpeza daquele local ainda em 2009”, relatou Verri.
Sobre a prática de jogar lixo em datas, o secretário avisa que essas pessoas podem ser denunciadas à Secretaria e, posteriormente, à Promotoria Pública. Como Rolândia ainda não tem uma lei para punir os infratores, a secretaria já encaminhou à Câmara um projeto que prevê a multa de 100 UFIRs para quem usar as datas como depósito de lixo.
Waldiceu aproveita a oportunidade e avisa a todos que a pedreira da antiga Urbasa, o Bota-fora, usado para entulhos de construção, só estará aberta das 12 às 18 horas a partir de segunda-feira – o local é usado pelos caçambeiros, depósito de construção e por particulares. “Só receberemos material proveniente de construções, qualquer outro tipo, como sofá e movéis velhos, não podem ser deixados na Pedreira, pois há uma determinação do IAP para que o município não receba esse tipo de material, correndo o risco de levar multa”. Em breve, até esse bota-fora não deve existir mais, já que o Ministério Público deve proibir tal prática. “Há indústrias que têm levado materiais que não podem ser ‘jogados’ na natureza, como baterias e lâmpadas para Apucarana, que possui que local adequado para esse lixo”, finalizou Verri.

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