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Jornal de Rolandia

NAC é o Norte do Paraná no futebol

12/11/2009 22:49

Equipe rolandense é o único representante da região do Estado na elite do futebol paranaense em 2010

José Danilson, presidente do Nacional, corre atrás de patrocínio para 2010 José Danilson, presidente do Nacional, corre atrás de patrocínio para 2010

De Cambará a Maringá, passando por Londrina e Apucarana, os torcedores que quiserem assistir a uma partida da 1ª divisão do Paranaense de futebol 2010, que começa no dia 17 de janeiro, terão que vir para Rolândia. Isso porque o Nacional é o único clube do Norte do Estado que estará na elite do futebol do Paraná no ano que vem.

“Apesar de sermos o único time de nossa região, nossa briga por patrocínio continua a mesma. Estamos correndo atrás de patrocinadores que viabilizem fazermos um campeonato competitivo”, revela José Danilson de Oliveira, presidente do NAC. “Esperamos mais torcedores da região e também de Rolândia no ano que vem”, resume Danilson.

Iluminação

O aumento no número de torcedores deve mesmo acontecer com a iluminação do estádio Erich Georg. “Com jogos às quartas, sextas, sábados à noite, teremos certamente um público maior em nosso estádio”, explica o presidente. A iluminação deve custar cerca de 300 mil reais e Danilson acredita que ela estará pronta para o primeiro jogo do Nacional no meio semana no próximo campeonato. “Tenho visto o empenho do prefeito Johnny para tornar viável a iluminação do estádio e tenho certeza que isso acontecerá para o Paranaense”, afirmou.

Outro projeto que deverá ficar para 2011 é o da ampliação das arquibancadas do Erich Georg. “Primeiro vamos iluminar nosso campo, depois pensaremos numa possível ampliação para acomodar mais gente”, prometeu o presidente. Na verdade, o sonho era ter um novo estádio em um complexo esportivo, mas se isso não for possível, o jeito é adequar e melhorar o estádio atual mesmo.

Campo e arbitral

Muito se comentou a respeito de se mexer no tamanho do campo, alteração que obrigaria a destruir duas raias da pista de atletismo. Danilson garantiu que isso não acontecerá, pois não vale a pena prejudicar outros esportes. “Nosso campo está dentro das medidas mínimas oficiais, que é de 65 por 90 metros. Para aumentá-lo, teríamos que construir uma nova pista de atletismo, então é preferível não mexer em suas medidas, por enquanto”, afirmou.

Arbitral

Na manhã de ontem, quinta-feira, a Federação Paranaense de Futebol realizaria seu primeiro arbitral com os clubes para discutir assuntos referentes ao campeonato de 2010. A fórmula de disputa é a mesma de 2009, ou seja, as 14 equipes jogam entre si em turno único, classificando-se para a segunda fase os oito melhores colocados.

“Os clubes tentarão derrubar o polêmico artigo 9 do regulamento. Esse artigo é aquele que permitiu que o Atlético jogasse todas as partidas em casa na fase final por ter sido campeão da primeira fase”, esclareceu Danilson, que não deveria participar da reunião por ter de ir a São Paulo, conversar com possíveis patrocinadores. Em seu lugar, iria Fernando Leite, supervisor do Nacional.

A maior diferença em relação à competição de 2009 é com relação ao descenso – o campeonato deste ano foi disputado por 15 equipes e três caíram (Londrina, Iguaçu e Foz do Iguaçu). Em 2010, serão 14 equipes e caem quatro – os quatros últimos times da primeira fase. Com as duas equipes que sobem no ano que vem, o campeonato de 2011 terá doze times, considerado ideal pela Federação. A partir daí, sempre sobem dois e descem dois, mantendo o número de equipes.

Parceria

Sobre a parceria com a Royal Players, o presidente diz que haverá uma reunião no fim desta semana para se decidir sobre a continuidade, ou não, do acordo firmado no ano passado. Hoje, a Royal conta apenas com Pérsio Sampaio e Alexandre Queirós, já que Gilberto Ponce saiu da empresa e deve disputar a presidência do Londrina.

“Espero que continuemos com essa parceria, que deu tão certo no ano passado, haja vista o sucesso da equipe no campeonato. Para esse ano, queremos repetir ou, até, melhorar o desempenho do Nacional, mas para isso precisamos ter uma folha de pagamento em torno de R$ 100 mil mensais. O que não é nada fácil conseguir”, finalizou Danilson.

É em busca desse montante que o presidente do Nacional tem corrido, sempre atrás de patrocinadores. Sercomtel, Sicreedi e um pool de empresas de São Paulo estão na mira, além de empresas rolandenses como a Big Frango, a Dori e a Itamaraty.

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