20/10/2010 11:29
Modelo do trem de passageiros Está prevista para este mês, a realização da última e mais importante etapa dos estudos de viabilidade para a construção do Trem Pé-Vermelho – o trem de passageiros que deverá ser implantado entre as cidades de Paiçandu e Ibiporã. A ligação ferroviária de 152 quilômetros cobrirá 13 municípios –Paiçandu, Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Cambira, Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé, Londrina e Ibiporã – atendendo uma população de cerca de 2 milhões de habitantes.
Para os próximos dias 22, 23, 24 e 26 de outubro, será realizada a Pesquisa de Demanda, em que pesquisadores farão entrevistas com passageiros de linhas regulares de ônibus e usuários de veículos particulares que percorrem o trajeto traçado.
No primeiro caso, entrevistadores farão a pesquisa dentro dos ônibus; e no segundo, equipes permanecerão nos postos da Polícia Rodoviária. O trabalho será coordenado pela Universidade Federal de Santa Catarina e conta com parceria de instituições da região, como Universidade Estadual de Londrina e de Maringá.
O coordenador de Projeto do Laboratório de Transporte e Logística da Universidade de Santa Catarina, Rodolfo Philippi, informa que o objetivo desta etapa da pesquisa é medir a demanda potencial de usuários do Trem Pé-Vermelho.
Segundo Paulo Thimóteo, coordenador executivo do projeto, “as entrevistas com os usuários do transporte coletivo e privado, moradores da região, constituirão a base de dados que ajudarão a avaliara viabilidade e implantação do transporte ferroviário regional de passageiros.”
A pesquisa de campo conduzida pela Universidade Federal de Santa Catarina será efetivada por estudantes recrutados, através de convênio, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), e Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Articulação Regional
A articulação para a implantação do Trem Pé-Vermelho é feita, na região, pela Agência de Desenvolvimento Terra Roxa Investimentos. As discussões sobre a volta do trem de passageiros na região teve início há cerca de quatro anos.
Já foram realizados os estudos de viabilidade econômica, que apontaram que a região possui um padrão de desenvolvimento social e econômico dos mais elevados do País.
Os estudos realizados até o momento identificaram que a região é atualmente atendida apenas por serviço de ônibus para o transporte coletivo de passageiros e que a viagem entre alguns municípios requer que o passageiro realize transbordo, o que exige embarque em mais de uma linha de ônibus. Os estudos apontaram ainda que a maior parte das ligações é servida por uma mesma linha de ônibus e que a frequência diária da maior parte de linhas oferecidas é de uma viagem/dia.
O diretor-executivo da Terra Roxa, Alexandre Farina, ressalta que o trem em estudo para ser implantado no Norte do Paraná trata-se de um veículo moderno, classificado como VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que atende a nova realidade da região. “Não tem nada a ver com aqueles trens lentos e antigos, que estão no imaginário das pessoas que chegaram a usar trem como veículo de transporte no Brasil”, comenta.
fonte: Imprensa Terra Roxa

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