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Jornal de Rolandia

Polícia indicia vereador e subprefeito por homicídio

29/07/2010 23:35

Delegado de Rolândia conclui inquérito e torna Roberto Porto e Marco Antonio de Jesus acusados de homicídio qualificado

O vereador Roberto Porto é um dos indiciados por homicídio O vereador Roberto Porto é um dos indiciados por homicídio

O delegado de Rolândia, Pedro Lucena, terminou nesta quarta-feira 28 o inquérito no qual investigava a morte de Wesley Rafael Naves do Nascimento, de 22 anos, ocorrida no dia 02 de junho. Em seu inquérito, Lucena indicia o vereador de Rolândia, Roberto de Souza Porto (PMDB), e o subprefeito de São Martinho, Marco Antonio de Jesus, por homicídio qualificado.

O inquérito já está no Ministério Público de Rolândia que pode acatar o trabalho do delegado e oferecer denúncia contra os acusados ou pedir diligência se algo não estiver de acordo. Segundo uma fonte, o MP deve confirmar o inquérito e levar o processo às mãos do juiz Alberto Ludovico, que pode aceitar ou não a denúncia. Uma vez aceita, os dois acusados vão a júri popular e serão julgados por homicídio qualificado, cuja pena é entre 12 e 30 anos, se forem considerados culpados.

O caso

Wesley Rafael Naves do Nascimento foi ferido por um golpe de foice na madrugada da terça-feira 01 de junho e faleceu na quarta-feira 02 no Hospital Universitário (HU) em Londrina. Segundo o laudo, o rapaz morreu de politraumatismo craniano.

Segundo familiares da vítima, a agressão que causou a morte do jovem partiu do vereador. De acordo com o que a polícia apurou, Wesley Nascimento e três amigos estavam próximos da capela mortuária do distrito rural de São Matinho quando o subprefeito Marco Antonio de Jesus e Roberto chegaram armados, provavelmente com uma foice e um cabo de machado.

Os outros rapazes teriam conseguido fugir, mas Nascimento foi atingido por pauladas e sofreu traumatismo craniano. Ele foi atendido inicialmente em um hospital de Rolândia, mas diante da gravidade de seu quadro, acabou transferido para o HU, em Londrina.

O delegado de polícia de Rolândia, Pedro Lucena, ouviu o primeiro depoimento do vereador, que alegou legítima defesa: Porto disse que estava na sessão da Câmara na noite de segunda-feira quando recebeu um telefonema que o avisava que sua casa, em São Martinho, estaria sendo arrombada. O vereador seguiu para o distrito e encontrou Wesley e mais duas pessoas nas proximidades de sua casa. “Ele disse que foi agredido pelos indivíduos e, para se defender, deu um golpe de foice em um deles”, revela o delegado.

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