09/10/2009 09:59
Comdema proíbe corte ou substituição de árvores sadias da arborização pública por 90 dias em Rolândia
Corte de três sibipirunas foi o estopim da crise no meio ambiente; nem placa de trânsito "ajudou" a parar com o corte O Comdema (Conselho Municipal de Meio Ambiente) proibiu o corte ou substituição de árvores sadias da arborização pública pelo prazo de noventa dias no município de Rolândia. A decisão foi tomada na reunião do Conselho na noite de terça-feira 06 de outubro e deve ser publicada no Diário Oficial na próxima semana. Além disso, cópias foram encaminhadas para o Ministério Público, Vara Criminal e Secretaria de Meio Ambiente. “O momento atual e a grande repercussão exigem medidas drásticas”, ressaltou Roberto Lachner, presidente do Comdema.
Torre de Babel
O corte de três sibipirunas, duas delas sadias, foi o estopim para se perceber que há muito tempo a Secretaria de Meio Ambiente de Rolândia e o Comdema não falam a mesma língua. A divergência entre os dois órgãos parece ter chegado ao auge nos últimos dias, principalmente, com relação aos cortes dessas e de outras árvores.
“A Secretaria não manda cortar árvores, ela só o faz se houver a autorização do Comdema e isso nós temos”, afirmou Waldiceu Verri, secretário de Meio Ambiente de Rolândia. Enquanto conversava com a reportagem do JR, Waldiceu mostrava um parecer do Conselho dando autorização para o corte das três sibipirunas citadas no início da matéria – esse parecer era assinado por Paulo Roberto de Oliveira, o Funasa, que é suplente de Paulo Farina no Comdema.
O proprietário entrou com o pedido para que as árvores fossem cortadas, pois estavam muito altas, e se comprometia a plantar novas espécies, porém mais baixas. Paulo Roberto disse que, como o titular do Comdema, Paulo Farina, não estava, ele mesmo foi até as árvores e deu a autorização, assinada no sábado 03 de outubro.
O problema é, segundo o presidente do Conselho, Roberto Lachner, que o suplente não tem poder para dar essa autorização. “O Condema não autorizou e nem foi consultado sobre o corte dessas e de outras árvores em Rolândia. Se ele autorizou, fez por conta dele, mas repito que ele não tem competência para decidir sozinho sobre isso”, protestou Lachner. “Realmente não entendo quais são as motivações para essa enxurrada de autorizações feitas por Paulo Roberto. Cortar uma árvore é um assunto muito sério e não pode ser feito a torto e a direito, como tem ocorrido em Rolândia. Devemos dar bons exemplos para as crianças na questão do meio ambiente”, ressaltou o presidente.
Mais de 100 árvores
Questionado pelo JR sobre a quantidade de árvores que já foram cortadas durante sua gestão, nesses nove meses de governo, Waldiceu disse que foram mais de uma centena de exemplares. “Mas não passam de 150 árvores”, reforçou o secretário. Com a resolução tomada pelo Comdema, esse número não deve aumentar nos próximos meses.
Em tempo
O morador que havia pedido que as três árvores fossem cortadas já plantou outras duas no lugar.

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