23/12/2009 00:18
Papai Noel dos Correios atende aos pedidos das cartas recebidas e concretiza sonhos
Menino do São Fernando brinca com a bicicleta dada pelo Papai Noel dos Correios O Papai Noel dos Correios e seus ajudantes voluntários começaram as entregas dos presentes que foram pedidos em cartas que chegaram até as agências da empresa neste ano. Em Rolândia, cerca de 200 cartas foram adotadas e atendidas de um total de 800; já em Prado Ferreira, 10 das 30 cartas recebidas tiveram seu sonho realizado.
Três formas de entrega
“Os presentes das cartas endereçadas ao Papai Noel atendidas são entregues de três maneiras”, conta Fernando Zampa, coordenador do projeto em Rolândia. Ele diz que há em casos em que as próprias pessoas vão entregar o que é pedido na carta. “Os pedidos são diversos. Crianças pedem brinquedos, roupas, móveis, cadernos, cestas de Natal para casa”, explica Batista, gerente da agência de Prado.
Além disso, o próprio Papai Noel vai às casas levar os pedidos como aconteceu na manhã do domingo 20 em Rolândia. “Fizemos cerca de 35 entregas em diversos bairros da cidade. A alegria das pessoas, principalmente das crianças, é contagiante”, ressalta Zampa. Em Prado Ferreira, a entrega foi feita na tarde de segunda-feira 21.
“Mas a maior parte das entregas será feita na própria agência dos Correios na tarde de terça-feira”, revela Zampa. São quase 150 cartas que terão seu desejo atendidos a partir das 18 horas nos Correios – com direito a brincadeiras e distribuição de doces para as crianças.
Desejo atendido 2 anos depois
Uma menina de 12 anos escreveu uma carta ao Papai Noel dos Correios de Rolândia em 2007. Nela, Maria (nome fictício) pedia uma cadeira de rodas para o avô, que não podia mais andar, e, se possível, também gostaria de ganhar um computador. “Naquele ano, não conseguimos nenhum computador, por isso não pudemos atender totalmente a carta dela. Mas conseguimos a cadeira de rodas para seu avô”, lembra Zampa.
Infelizmente, o avô dela veio a falecer no ano passado e a cadeira foi repassada a outra pessoa da própria família. A menina não voltou a escrever mais para pedir o computador, mas sua carta foi “refisgada” por Zampa neste ano. “Já constatei que ela não tem o aparelho ainda e neste ano pudemos, através de uma doação, satisfazer seu pedido de dois anos atrás”, contou o coordenador do projeto de Rolândia. Maria ficou muito surpresa e feliz, pois não acreditava que ainda poderia ter sua carta atendida e ter seu computador. “Agora vou poder fazer meus trabalhos de escola e também brincar nele”, contou, como os olhos brilhando de felicidade.

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