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Jornal de Rolandia

"Vai-vens" nas mãos do Executivo

29/10/2009 22:29

Projeto que regulamenta transporte alternativo aguarda por sanção do prefeito Johnny Lehmann

Todos os veículos de transporte alternativo terão que tornar-se táxis Todos os veículos de transporte alternativo terão que tornar-se táxis

Aprovado em 1ª e 2ª votação na Câmara de Rolândia, o polêmico Substitutivo ao Projeto de Lei 17/2009 – que transforma em táxis os veículos usados como transporte alternativo - foi enviado ao prefeito Johnny Lehmann n quinta-feira 22 de outubro. O prefeito tem, então, 15 dias úteis para transformar, ou não, o substitutivo em lei. A segunda e decisiva votação foi realizada na Câmara de Vereadores de Rolândia na segunda-feira 20 de outubro – novamente foi aprovado por unanimidade.

Fim dos “vai-vens”

Uma vez sancionada, a nova lei prevê a permissão de 43 táxis dentro do município de Rolândia. Dessa maneira, os veículos de transporte alternativos, e irregulares, deverão se adequar à nova lei e se transformarem em táxis. “O problema é que existem mais de 60 veículos fazendo esse serviço e as permissões não serão suficientes”, reclamou um dos motoristas desses transportes, que não quis se identificar.

Assim que for aprovada a nova lei, novas permissões para os serviços serão dadas pela prefeitura de Rolândia por processo de licitações. Os detentores das antigas vagas (sabe-se que há 26, mas apenas 12 estão sendo usadas) terão 60 dias, a partir da publicação da lei para regularizarem seus cadastros junto à Secretária de Fazenda; se não o fizerem, correm o risco de perder a permissão. Ainda de acordo com a futura lei, as pessoas jurídicas (Vai-Vem e Vai-Bem, por exemplo) poderão ter no máximo três veículos e deter 21% do mercado, ou seja, nove carros. Já os motoristas autônomos poderão ter 79%, isto é, 34 vagas. Esses novos veículos deverão ser identificados como “Tele-táxi” ou “Rádio-táxi”.

E os preços

A maior preocupação dos usuários desse tipo de transportes é com relação ao preço que passará a ser cobrado pelo tele-táxi. Como os carros deverão ter taxímetro, por exemplo, é muito provável que o preço seja superior ao que é praticado hoje, em torno de R$ 3,00. Os vereadores sabem disso e acreditam que, ainda assim, o preço será atrativo para o usuário, que terá mais segurança, já que estará sendo trans-portado em veículos regularizados. Se essa lei não fosse aprovada, possivelmente o transporte alternativo iria acabar em Rolândia.




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