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Cocamar X C.vale, a crise da COROL pode estar no fim

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Na semana passada em assembleia, os cooperados da COROL definiram prazo para a COCAMAR assumir de fato as dívidas da cooperativa ou deixar o arrendamento para a Cooperativa C.VALE que manifestou seu interesse em adquirir o ativo e passivo

 

 

Informações cedidas pela COROL explicam que na assembleia foi apresentado aos cooperados o que aconteceu entre a COROL e COCAMAR desde o início. No início de 2010 existiu um projeto 3 em 1 chamado de "PROJETO UNIÃO" em referência feita pela união entre três cooperativas, COROL, COCAMAR e COFERCATU que formaria uma única e grande cooperativa forte na região norte e noroeste do Paraná. Em assembleia feita na época esta união foi aprovada, neste período foi feito o arrendamento das unidades para a COCAMAR que adiantou o pagamento de parte deste arrendamento na importância de aproximadamente 22 milhões. Com estes valores cooperados foram pagos dentro do combinado resolvendo o passivo que a COROL tinha com os cooperados. Em um segundo momento a COCAMAR deveria juntamente com a COROL renegociar o passivo total da COROL reduzindo a dívida para um valor razoável e um parcelamento possível de ser pago em um prazo de viabilidade pertinente de acordo com o resultado. 

O problema apresentado pela equipetécnica da COCAMAR foi o prazo de viabilidade estabelecido em 35 anos o que não foi aceito pelos credores. Todos os credores negaram negociar a divida neste prazo e se retraíram começando a executar a COROL. Hoje a cooperativa tem em torno de 150 execuções além das 1000 trabalhistas. Os credores cobram a divida na justiça que juntas chegam a aproximadamente 450 milhões ajuizados. 

Ativo sim Passivo não? Agora tem prazo!

Após a reunião em que os credores recusaram os prazos oferecidos a COCAMAR também começou a se retrair, porém continuando com os arrendamentos que apresentam excelentes resultados. A área de atuação da COROL é de 600 mil hectares em unidades com quase 7 mil associados o que gera uma grande receita para o arrendatário COCAMAR.O Acordo era a COCAMAR usufruir de todo o ativo da COROL, porém renegociar a dívida, o que não foi feito. Essa divida que não está sendo renegociada está aumentando e somadas às ações trabalhistas, juros, correções monetárias, multas, perda de parcelamentos fiscais, leva a uma tendência de aumentar o passivo e diminuir o ativo da COROL. 

A decisão dos cooperados, a COCAMAR deve decidir se fica ou sai 

Os cooperados da COROL diante deste quadro de desvalorização da COROL e aumento das dívidas que deveriam estar sendo renegociadas pela COCAMAR tomaram a decisão de indagar a COCAMAR se ela tem interesse em assumir o "PROJETOUNIÃO" de fato. Foi dado a COCAMAR prazo que venceu nesta sexta (01) para decidir se assume ou não os ativos e passivos da COROL. Se a resposta for positiva a COOCAMAR tem até o dia 15 para apresentar uma renegociação com os 4 maiores credores da COROL, e também um projeto de renegociação do restante da dívida. E tudo deverá ser aceito pelo conselho de administração e se necessário submetido a uma nova assembleia. 

Se a COCAMAR responder que não, ou não se manifestar, a COROL junto com a COCAMAR irá estabelecer um cronograma de desocupação das unidades e da área da região da COROL. Caso negativo os cooperados autorizaram a COROL buscar a configuração da sucessão judicial na qual a COCAMAR terá então que assumir todas as dívidas da COROL. 

Tem Gente na Fila, C.VALE quer assumir a COROL 

Caso COCAMAR não assuma as dívidas da COROL de fato a Cooperativa Agroindustrial C.Vale já assinou um documento de intenção com a COROL assumindo toda a área de atuação, os cooperados, continuar com as atividades e renegociar as dívidas. A C.Vale ainda se compromete a reativar a usina de cana caso haja interesse dos cooperados.Outra garantia daC.Vale é referente ao Capital Social de 40 milhões do cooperado que está perdido e será incorporado na C.Vale. A COROL, porém reafirma que a COCAMAR tem a preferência de negociação ainda. 

Agricultores protestados aguardam solução 

A COROL em um determinado momento creditou títulos (Nota de Crédito Rural - NCR) emitidos pelos cooperados com a intenção de levantar cerca de 16 milhões em capital. Estes títulos foram transferidos para o BRDE - Banco Regional de Desenvolvimento que protestou cerca de 20 dos mais de 600 títulos emitidos. Estes títulos eram para terem sidos acertados ou renegociados pela COOCAMAR desde o inicio das negociações com a COROL, o que evitaria os protestos destes agricultores. Outro compromisso que a COCAMAR deveria ter assumido é que além de garantir as NCRs ela deveria garantir o capital social do produtor que gira em torno de 40 milhões que até o momento está perdido. A diretoria da COROL está procurando uma solução imediata para estes agricultores protestados. Ela está junto ao BNDE informando este processo de negociação das dividas da COROL com a intenção de evitar novos protestos e suspender os já executados, tendo alguns já conseguidos a suspensão.

A dívida com o BNDE gira em torno de 85 milhões. O sindicato Rural está entrando com uma ação coletiva contra o BRDE questionando a irregularidade destas cobranças. Segundo informações mais 150 agricultores serão notificados ainda esta semana e terão seus nomes inclusos no SERASA. O cooperado Irineu Sella é favorável a vinda da C. Vale, "ela tem mais bala na agulha apesar da Cocamar estar nos atendendo bem. O importante é que o passivo da COROL seja assumido", completa. Irineu cita as Cédulas de Crédito Bancário financiado no nome dos Cooperados que estão vencidas e devem ser pagas. Ele fala também das NCRs e dos 40 milhões que estão retidos no Fundo Capital que durante 40 anos foram capitalizados e pertencem aos agricultores. "Os cooperados não querem que a COROL dê calote em seus credores, mas exige que as dívidas sejam assumidas", explica Irineu. 

 

fonte:

Portal Rolândia

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